Muito se tem dito sobre o amor à pátria angolana, mas muito pouco se tem feito ou quase nada!
Vejamos antes o que é o amor a uma pátria, seja ela qual for; ja muito se escreveu sobre o tema em referência, por isso hei-de escrever aquilo que eu penso ser o amor a uma pátria.
Tal como o mundo se apresenta hoje, tirando os indivíduos apátridas, todo o cidadão tem uma nacionalidade que liga-o a determinado Estado, se assim é, logo nos primeiros anos da nossa infância nos é incutido o amor à terra que nos viu nascer, ou onde habitualmente decorreu a nossa infância, juventude e maioridade.
À este sentimento de júbilo e orgulho por pertencer a determinado país e de querer que este se desenvolva e seja harmonioso para todos que nele se encontrem, eu chamo de amor à pátria.
Actualmente verificamos na sociedade angolana um défice de amor à pátria e digo isso com muita tristeza, pois num momento em que nos é solicitado o perdão, a reconciliação de irmãos desavindos por causa da guerra civil, que cerca de trinta anos devastou o nosso solo pátrio, ainda assistimos cenas de intolerância política, económica e social, nos vários quadrantes da sociedade angolana.
Quem ama Angola tem necessariamente que amar os angolanos, pois se assim não for, este amor não é genuíno.
Ainda existem muitas injustiças no mundo e Angola sendo parte deste mundo não fica de fora; só podemos combater as injustiças, as diferenças, as discriminações:
se verdadeiramente os interesses colectivos estiverem acima dos interesses pessoais, ou de certos grupos de pessoas,
se cada cidadão angolano praticar o amor ao seu próximo tendo como premissa máxima o amor à pátria angolana.
De alguém que ama muito Angola e quer ver o bem de todos angolanos sem excepção.
*Texto publicado em meados de 2008 no myspace.
Antes de mais agradecer pela criação deste blog, já estavamos a espera que isso um dia acontecesse, pois bem a espera tardou mas não falhou.
ResponderEliminarGostei muito deste texto, pois cá em Angola há relamente um défice de amor à pátria e ao próximo, quer ele seja cidadão nacional ou estrangeiro.
Obrigada Prof. por esta incursão e reflexão.
Gostaria de propor também como temas matérias relacionadas como o direito constitucional, pois um ano lectivo é muito pouco para absorver todas as questões importantes e sobretudo agora que temos uma nova cons5tituição; temas como os direitos fundamentais, o modelo de eleição do PR, o relacionamento entre os órgãos de soberania, a tão difícil, mas necessária fiscalização, etc.
Com carinho Kristina
Prezada Kristina,
ResponderEliminarObrigada por este comentário, sei que os estudantes estão ávidos por mais matéria relacionada com o Direito Constitucional e a Ciência Política e por tal tentarei abordar os temas que sugere, mas como compreenderá também tenho as minhas preferência e por isso as matérias que propõe poderão não ser abordadas com a rapidez que normalmente os estudantes esperam desta vossa humilde serva.
Atenciosamente,
MNW